Ao buscar por Beatles no site da BBC, o usuário cai em uma página que resume o que há de interessante e necessário sobre a banda na internet: uma biografia retirada da Wikipedia, links para sites como Last.fm, MySpace e MusicBrainz, resenhas de alguns de seus álbuns e as últimas notÃcias ou posts publicados. Desde 2007, a empresa pública de comunicação do Reino Unido dá alguns passos no sentido de melhorar o uso da web. Em vez de alguém editando conteúdo, há apenas alguém que busca o que já existe na rede e o relaciona.
Patrick Sinclair, engenheiro de software do grupo de áudio e músicas interativas da BBC, conta que antes os sites especÃficos para cada assunto - como música, por exemplo - eram bem construÃdos internamente mas não havia tantas possibilidades de se buscar conteúdo como há agora.
Nesta segunda-feira (23/11), ele falou com jornalistas brasileiros sobre a experiência com a "web semântica". O termo surgiu em 2001 e é visto por muitos como a próxima etapa da web, que realizará uma cooperação entre as máquinas e os humanos ao aplicar aos dados a mesma arquitetura dos documentos. Assim, criaria uma plataforma comum para uso de dados e mostraria relações possÃveis entre eles.
No site da BBC, cada item conta com uma URL diferente, o que facilita na hora de fazer essa relação ou mesmo de o conteúdo ser encontrado por um servidor de busca. O site de música, por exemplo, passou de 3 mil páginas há dois anos para mais de 500 mil agora. Além disso, Sinclair usa o mesmo formato nos sites sobre natureza e sobre os programas da rede.
Tais experimentos estão alinhados com o objetivo inicial da web: a universalidade, como aponta Vagner Diniz, gerente do escritório do W3C (World Wide Web Consortium) no Brasil. Ser universal é estar disponÃvel para todos, em qualquer lugar e qualquer dispositivo, e além de tudo confiável.
"Estamos saindo da web de documentos para a web das coisas, onde tudo terá sua identificação e poderá ser acessado", explica. No Brasil, o escritório trabalha com o governo federal e o governo do estado de São Paulo para abrir todos as informações públicas na rede. "Dado não encontrado na web não é dado aberto", conclui Diniz.
Fonte: B2B magazine

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